Como o segundo turno das eleições pode elevar o custo dos anúncios no Meta Ads

Segundo turno das eleições pode pressionar CPMs no Meta Ads, mas especialistas pedem análise completa de métricas antes de qualquer mudança nas campanhas.

Só no primeiro turno de 2026, Facebook e Instagram receberam pelo menos R$ 236 milhões em anúncios eleitorais — um valor 82% superior aos R$ 129 milhões registrados durante toda a eleição de 2022. Agora, com a propaganda eleitoral paga liberada novamente a partir das 17h do dia 5 de outubro e válida até 22 de outubro (véspera do segundo turno, no dia 25), a disputa pelo inventário das plataformas voltou com força.

No Meta Ads, todos os anunciantes — políticos ou não — competem no mesmo leilão. Quando um volume grande de campanhas tenta alcançar os mesmos públicos, a pressão sobre o inventário sobe e, em determinados segmentos, regiões e períodos, o CPM tende a aumentar. O alcance orgânico dos candidatos também ficou mais restrito: as plataformas não podem recomendar conteúdos de candidatos para quem ainda não segue o perfil, o que reforça a importância do impulsionamento pago.

Especialistas alertam, porém, que nem todo aumento de custo deve ser atribuído à eleição. Desde janeiro, a Meta repassa aos anunciantes brasileiros uma cobrança adicional de aproximadamente 12,15% (9,25% de PIS/Cofins + 2,9% de ISS), valor que aparece na fatura, mas não no gasto mostrado no Gerenciador de Anúncios.

A recomendação é acompanhar o conjunto de métricas — CPM, CTR, CPC e CPA — antes de fazer mudanças impulsivas. Se o CPM sobe e o CTR se mantém estável, pode ser sinal de pressão no leilão. Se o CPM sobe e o CTR cai, o problema provavelmente está no criativo, na oferta ou no público. Evite pausar campanhas que estavam funcionando apenas porque um indicador piorou por alguns dias. O ideal é monitorar o desempenho por região e semana e, se houver flexibilidade, comparar resultados antes e depois do fim do período eleitoral.

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